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sábado, 9 de abril de 2011

Palavras de meu pai - tesouro inestimável




Há alguns anos, quando ainda era uma adolescente, meu pai escreveu na minha agenda e deixou algumas palavras que nunca esqueçerei. Naquele tempo era uma garota que só estudava, jogava vôlei com os colegas e sonhava com uma carreira profissional. Entre um livro e outro, como a maioria das garotas meus pensamentos se esvaiam em sonhos, idéias e perspectivas.

Seu Gilberto Shaw da Silva Filho, um dentista um pouco acima do peso ( rsrrs), engraçadíssimo e extremamente carinhoso com as filhas e a esposa sempre me dava bons conselhos e muito, muito amor.

Ainda me lembro de seus olhos cheios de ternura, castanhos esverdeados, um pouco mais escuros que os do meu filho mais velho, Gilberto. Ainda lembro de seus lábios finos sorrindo e dizendo: Você é linda Giquinha! Meu pai me ensinou muitas coisas, entre elas:
  • que o amor da nossa família é o maior tesouro do mundo;
  • que o saber é a base da nossa vida;
  • que não devemos nos importar tanto com o que as outras pessoas pensam se sabemos que estamos fazendo a coisa certa;
  • que devemos aproveitar a cada dia, estudar, trabalhar, se divertir - fazendo tudo com muita alegria;
  • que devemos valorizar as pessoas que são sempre mais importantes que as coisas;
  • que vencer não é imprescindível, mas sim participar;
  • que a beleza muitas vezes está na originalidade, na diferença e não em ser igual;
  • que devemos valorizar nossos familiares e amigos e ser solidários e generosos com eles;
  • que tudo que fizermos com amor será bem feito;
  • que não importa por onde ande, não importa o que aconteça que a casa do meu pai sempre será a minha casa.
Infelizmente meu pai não pôde conheçer o meu segundo filho, Paulo Vinícius e teve pouco tempo com meu primogênito, quando ele faleceu de infarto Gilberto tinha seis meses e meio ( isso faz mais de dez anos). Porém seus 47 anos de idade foram muito bem vividos. Meu pai amava tanto a vida, tanto às pessoas, tanto a cada dia que demonstrava isso com muito entusiasmo, graça, carisma. No seu velório recemos muita, muita gente, meu pai era um homem muito querido. Ainda hoje quando reencontro pessoas na minha terra natal ( a cidade de Jaguaquara/BA) escuto o quanto meu pai era especial e importante para tanta gente.


É, parece que nós somos do tamanho do nosso coração. Não dá para dizer exatamente como era meu pai. Só posso dizer que ele é incomensurável.



Violência nas escolas

Esta semana fiquei chocada com as notícias que vi na televisão acerca da violência nas escolas. Já estava muito triste com a história do menino que fora assassinado numa escola adventista em São Paulo, morto por um disparo de arma que um colega portava ( segundo reportagem). Fiquei estarrecida em saber que a administração escolar lavou a sala de aula onde ocorreu o assassinato ( omissão de provas) e não chamou a emergência no momento do ocorrido ( levaram a criança baleada de carro para um hospital e a criança não resistiu). A imagem da avó da criança, indignada, estarrecida, desesperada me fez sentir muita dor e tristeza no coração. Me imaginei mãe daquela criança linda, jovem com tanta vida pela frente.

Posteriormente assisti ao massacre numa escola pública do Rio de Janeiro. O que levou o ex-aluno a atirar loucamente nos estudantes? Quais tipos de dispositivos psicológicos levam alguém a cometer tal atrocidade? Novamente ao ver o desespero das mães das vítimas pela televisão não pude evitar as lágrimas. Pense quanta dor perder um filho, pense quanta dor em estar num lugar não improfícuo, tão deprimente, tão angustiante...

Para nós professores essas notícias trazem muita tristeza e nos faz sentir numa posição estática. Como podemos dizer aos nossos professorandos que devemos acreditar na escola quando esta escola se configura num espaço de omissão e morte? Mas a escola que falamos não se constitui apenas de parades, materiais, livros... Se constitui de gente. Gente que pensa, gente que oprime, gente que sofre... Gente que sonha, gente que cresce, gente que se desenvolve.

Sem querer afrontar a sapiência do educador Paulo Freire mas: - Será que sempre a escola salva gente?

domingo, 3 de abril de 2011

Nostalgia

Amarrada...


Semana passada fui aliançada por Geraldo. É - aliançada, amarrada, feliz.
Sinceramente aprendi a não levantar muitas expectativas no terreno do amor. Quando passamos a infância brincando de "Barbie" e sonhando com um príncipe encantado, filhos, uma casa... E depois enfrentamos uma vida de muito estudo, trabalho, dedicação, aprendizado... Percebemos que as coisas não acontecem apenas porque queremos mas porque simplesmente acontecem.
Não esperava receber um pedido de casamento, muito menos um pedido tão lindo. Depois de 32 anos, com dois filhos esperava trabalhar,estudar, trabalhar, estudar como sempre. Mas...aconteceu!
Ele se ajoelhou, fez o pedido com alianças nas mãos ( numa caixinha de veludo vermelho, acreditam? - você quer ser minha esposa? Sim, sim, sim.. Não dá para não dar uma choradinha né?
Bom, posso dizer que fui aliançada, amarrada. Espero que para sempre.