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sábado, 26 de março de 2011

Um buquê de amores

Dia desses estava num curso em Salvador, tive que passar alguns dias e quando retornei estava cansada e morta de saudades da minha família. Quando cheguei à bonfim liguei para Geraldo e este disse que eu não viesse de táxi para casa pois este sairia do trabalho e viria me buscar. Cheguei à rodoviária no horário combinado, cansada e meio estressada, sintomas de mulher. Nada de Geraldo. passam um, passam, dois, passam quinze minutos. Liguei, liguei e nada. respirei contive a TPM, grande inimiga ( por vezes amiga) e esperei meia hora. De repente adentra a rodoviária e tudo se ilumina : meu filhinhos Gilberto e Paulo e meu Geraldo lindos, Gê com um buquê de roisas vermelhas nas mãos e um sorriso lindo. Não gritei, não corri fiquei meio pétrida, não imaginara aquilo: os três homens mais lindos do mundo ali, bem arrumadinhos, sorrindo para mim com um buquê de rosas vermelhas nas mãos, as minahs favoritas. Aí abraçei, ah, sorri, ah fiquei toda toda. Não é todo dia que recebemos flores não é? Bom, mas todo dia recebemos faíscas de felicidade que precisamos aprender a identificar: raios de sol, pingos de chuva, nuvens, sorrisos, beijos e outras coisitas mais que muitas vezes nem nos importamos. Depois daquele buquê de amores, nem as flores conseguem ser tão belas assim...

domingo, 20 de março de 2011

A história de Jack e Rose - Titanic

Hoje assiti ao filme Titanic, do autor e diretor James Cameron, pela enésima vez. Mas existem obras que a cada vez que a revemos descobrimos novas coisas e sensações. A história dos protagonistas Jack e Rose é fantástica, coisa romântica, de cinema. Porém, apesar de "parecer ser coisa de cinema" existem no mundo muitos Jacks e muitas Roses e entre eles eu descobri a minha história com Geraldo.

No filme Jack é um jogador, um aventureiro que no dia de partida do navio Titanic, recém construído, ganha um bilhete através de um jogo de sorte. No navio Jack conhece Rose, noiva de um milionário, cheia de manias mas com o coração repleto de emoções e inquietações. No decorrer do filme Jack e Rose se descobrem um ao outro e se apaixonam trazendo para as cenas do filme um universo mágico, único inesquecível. Durante o filme em desdém às investidas de uma mãe arrogante e ambiciosa e de seu noivo esnobe Rose descobre através de Jack um mundo livre, apaixonante e percebe que o que pode trazer sua felicidade não se encontra no dinheiro que seu noivo possa proporcionar-lhe. Jack apresenta a Rose um jovem cheio de sonhos, esperto, e de coração puro e no cenário do Titanic eles vivem uma grande paixão.

Ao final do filme o Titanic afunda após bater num iceberg e Rose e Jack acabam por tentar salvar um ao outro em meio a gritos, desespero e injustiças explicitadas pelo diretor James Cameron nas cenas finais. Jack morre, Rose sobrevive, graças ao empenho e amor de Jack além de seu próprio espírito de sobrevivente.

Ah! essa palavra me remete a tantas coisas... SOBREVIVENTE. Bom, isso será tema de outras narrativas, quem sabe.

O fato é que os olhares de Jack e Rose ao se encontrar a cada momento me remeteram a minha história com Geraldo. Jack e Rose se encontraram pela primeira vez na proa do navio e após aquele momento não se desgrudaram, "algo" aconteceu que uniu seus corações.

Geraldo e eu nos encontramos "de fato" na festa de Santo Antônio, dia 12 de junho na cidade de Campo Formoso/BA e não mais nos desgrudamos. Ainda que antes disso Geraldo já tivesse me visto e sentido desejo em conhecer-me aquele dia 12 trouxe para nós uma mágica extraordinária.

Sabemos que a vida é cheia de encontros, encontros bons e encontros ruins. O filósofo Spinosa diz que os encontros ruins diminuem nossa potência de agir e os bons a aumentam (sinto que após o dia 12 de junho minha potência de agir tem aumentado significativamente...rsrsrsr). Mas a questão é: o que acontece quando duas pessoas se encontram e seus corações se encontram também? O que faz alguém de repente desvelar ao mundo a beleza de outrem sem cobranças ou ambições egoísticas?

Bom, sei que consegui ler nos olhares de Jack e Rose os nossos próprios olhares, de Geraldo e eu e a cada dia percebo como de fato o amor belo, o amor idílico, o amor bom é possível, apesar de há muito ter desacreditado nele. Nunca pensei em ouvir palavras agradáveis e receber gestos gentis sem tê-lo feito antes. Nunca pensei que alguém pudesse sinceramente apreciar outrem e ver na outra pessoa todo o brilho, toda a beleza que alguém pudera jamais ver.

Acho que Jack e Rose trouxeram para mim um novo dia. Me fizeram relembrar que possuo em meu lar tudo que é mais maravilhoso e importante e que apesar do dia-a-dia, que apesar das diferenças e dos empecilhos existe "algo" que é superior a tudo isso. E é justamente esse algo que faz "tudo" valer a pena.