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sábado, 5 de março de 2011

A casa do lago - ensaio sobre o tempo

Acabei de assistir ao filme "a casa do lago" pela enésima vez no TNT. Ai.. mas como é estranha essa questão do tempo. Muitas vezes ele passa rápido quando não queremos... Ou então ele se arrasta quando algo nos preocupa. Neste exato momento gostaria de dormir,dormir,dormir... e quando acordasse - que algo estivesse diferente, melhor.

Uma amiga virtual me disse certa vez que sou cinematográfica. Eu? É, parece que sim. sabe aquela coisa de fazer uma tempestade num copo dágua? Me rendo! Sou cinematográfica sim! Bom, pena que não sou atriz, assim não ganho um dimdim com isso...rsrrss

Voltando à questão do tempo no filme o casal está em épocas diferentes mas em determinados momentos da história conseguem se encontrar. O telespectador fica o tempo todo aflito, às vezes entediado aguardando pelo tão esperado encontro. Na vida muitas vezes esperamos por acontecimentos ou por pessoas e quase sempre nos resta ... o tempo. Einstein não afirmou que o tempo não existe? Então por que ele parece ser tão relevante em nossas vidas?

Passei tanto tempo programando meu tempo, organizando a vida sempre correndo atrás de algo, sempre. Repassando agendas antigas fiquei estarrecida o quanto reservava pouco tempo para a família. Numa agenda encontrei um quadro de organização da semana, numa época em que trabalhava dia e noite e fazia duas especializações no final de semana - o "compromisso" família estava contemplado com o sábado à noite e alguns domingos. Como fiquei triste por ler isso!

Após estudar, estudar, estudar, trabalhar, trabalhar, trabalhar, quando finalmente reorganizo meu tempo, colocando um quê de prioridade na família algo acontece e faz meu tempo se arrastar. Estava tão feliz com minha programação nova, relaxada, segura, organizada. Algo acontece e desorganiza minha vida e meu tempo? Ah, tempo que se arrasta, não importa o que faça nada é suficiente para preenchê-lo. Sei o que fazer com tanto tempo assim pena que não consigo me concentrar. Me diz o segredo: Como controlar o tempo ?

O eu, o outro e a cumplicidade

Dizem por aí que a base de uma boa relação amorosa ou de uma amizade verdadeira é a cumplicidade. Mas o que significa cumplicidade?

A palavra cumplicidade provém de "cúmplice", conivente, amigo. Ter cumplicidade com alguém significa então ser conivente com todas suas ações?

Como todo ser humano tem seus limites, comete equívocos e erros então o papel do cúmplice ou amigo seria também orientar, discutir, amadurecer idéias acerca do que pensa nosso "cúmplice".

Se um bom casamento é construído com base na cumplicidade então o diálogo torna-se assim pressuposto indispensável à manutenção da cumplicidade do casal. Logo, temos então que conversar sobre todas as coisas, esclarecer dúvidas e questionar coisas? Sabemos que cada ser humano é um ser único, possui sua cultura, história, crenças... Sabemos também que não é possível estar o tempo todo de acordo com outrem ainda que desejamos este feito.

Então é comum discutir, discordar, contradizer seu companheiro. Sim, acredito que devamos ser nós mesmos, sempre. Claro que o "ser" se transforma a cada momento e é construído a partir da sua essência + o ser que a sociedade percebe + o que se pensa que a sociedade pensa acerca de si. Então ser "nós mesmos" acaba por significar assumir uma aproximação do que acreditamos ser.

Em vista de todas essas considerações acredito que não devemos nos perder no outro, nem deixar de ter cumplicidade com quem amamos e por isso devemos ter um diálogo constante para que cheguemos a denominadores em comum.

O amor e a convivência requer paciência que é algo precioso, difícil e nem sempre possível. Mas buscar "ser" é o grande segredo. E concordando com Friedrich Nietzche nesse aspecto acredito que devemos ser melhores do que nós mesmos a todo instante. Sim, do que "nós mesmos" - isso por si só já é um grande desafio.

Entrevista com Gisele Shaw

Tópicos retirados de uma entrevista na comunidade "Meus Pensamentos & Entrevistas" do orkut.

"Desde pequena sempre aspirei coisas as quais não pude realizar por conta dos acontecimentos que foram surgindo: ser dentista ( como meu pai) e cantar ( quando jovem tive algumas experiências que não no meu chuveiro). Por conta das responsabilidades familiares que assumi sozinha não posso mais me prender a esses sonhos. Criei outras possibilidades e vivo feliz galgando novos rumos."

"Sempre espero sucesso dos meus alunos. Quando faço o meu planejamento ( e refaço durante todo o semestre) sempre me aproprio das leituras, experiências de minha profissão e saberes dos próprios alunos para construir aulas que permitam que eles possam ter contato com o conhecimento de maneira ativa, interessante e construtiva. Às vezes demoro dias pensando como vou desenvolver uma disciplina e às vezes mudo tudo que pensei.

Costumo manter contato com ex-alunos de maneira a saber acerca de seus caminhos e progressões profissionais e pessoais. Tenho muitos ex-alunos no orkut, por isso tenho usado dois.

Quando percebo que alguém não está bem ou feliz, ou aprendendo reavalio o meu trabalho. Existem pessoas que realmente necessitam de coisas que não posso prover, como amadurecimento, aí tento ter paciência, mas utilizo muita sinceridade. Ninguém têm obrigação de me amar como pessoa, mas procuro fazer um trabalho que seja amável, pois me entrego a tudo que faço.

O sucesso dos meus alunos é o reflexo do meu trabalho! "

"Desisti de cursar odontologia, como meu pai. Hoje acredito que talvez eu não pudesse ser uma dentista fantástica, visto que não tenho muitas habilidades manuais... Gosto muito de dar o melhor de mim no que faço e talvez pudesse me frustrar... Prefiro encontrar possíveis causas da minha mudança de rumo, não gosto de ver isso como desistência de sonho. Prefiro enumerar minhas conquistas, relembrando todos os desafios que tive que superar para galgar metas, bater palmas e dizer p eu mesma: Pode até não se sentir, mas é uma pessoa e tanto! "

"Bom, não sou psicóloga, mas acredito que o ser humano se constitui a partir de diversas influências não só dos pais, ainda que estas sejam essenciais. Os pais geralmente são as primeiras e mais frequentes imagens que os filhos possuem do mundo social. Como as crianças costumam assimilar muito mais exemplos que ordens verbais, a influência do comportamento de quem está mais próxima dela pode ser determinante. Vamos considerar que esta criança se relacione com pessoas que lhe exerçam influências positivas e que em seu período de racionalização do universo social de maneira mais crítica, já na idade jovem, esta venha a fazer uma auto-análise em analogia a outras experiências e contatos que não o dos pais. Penso que um ser-humano possui a capacidade de reconstruir-se sim, superar traumas e desilusões e buscar ter suas reflexões sobre o universo que o cerca.A escola é de fato ujma referência muito forte a formação do indivíduo, ainda que a responsabilidade da educação não deva ser trasnferida apenas p ela, toda a comunidade educa, os meios de comunicação educam. "

"É preciso auxiliar sim na formação de pessoas que possam exercer a sua cidadania através de sua capacidade de pensar criticamente acerca da realidade. Não considero que a escola deva "moldar pessoas", mas possibilitar situações que as auxiliem na construçãod e saberes que perpassam pelo aprender a aprender conceitos, procedimentos e atitudes positivas perante a vida. Acredito que as pessoas precisam aprender a fazer escolhas positivas, perceber-se enquanto seres que podem criar, pensar, refletir, criticar e construir, muito mais do que pessoas que devem acumular saberes historicamente construídos como se pensava até então. A história existe para revelar que não existem verdades absolutas e que os acontecimentos não são lineares, mas o presente nos possibilita a oportunidade de fazer, de aprender a saber fazer, de nos apropriar de saberes e criar possibilidades. Tudo que nos cerca nos disponibiliza saberes - a televisão, a internet, o barzinho da esquina, a igreja, o quintal, a rua - mas nem todos estes saberes nos são pertinentes, é preciso saber filtrar, eis um dos grandes desafios da educação na atualidade ( por isso é importante o desenvolvimento da autonomia e criticidade do indivíduo). "


Ver entrevista no orkut:

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=16875593&tid=5442843627171194894&kw=Gisele+shaw

O amor é um estado de espírito recorrente e ressonante.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Bruna Surfistinha

Um dos nomes mais divulgados na mídia atualmente é o de Raquel Pacheco mais conhecida como Bruna surfistinha. Raquel Pacheco é uma ex-prostituta e escritora nascida em Sorocada/SP que têm feito enorme sucesso após publicar em seu blog pessoal acerca de suas experiências sexuais com clientes. Raquel publicou dois livros com recorde de vendas : "O doce veneno do escorpião" e "O que aprendi com Bruna surfistinha".

Entrevistada por Jô Soares, Marília Gabriela e por repórteres de diversos programas brasileiros como o Fantástico a história de Raquel Pacheco me chamou atenção por um elemento que sempre considerei essencial: a declaração de Raquel de que sente muita falta da família.


De acordo com Raquel após sair de casa aos dezessete anos de idade e com intenção declarada e praticada de se prostituir ela tentou retornar a seu lar, através de um pedido feito à sua mãe. Porém de acordo com a mesma, relatado em entrevistas, este pedido fora recusado por seu pai.

Após ter feito sucesso como Bruna surfistinha Raquel Pacheco declarou sentir muito por não estar próxima da sua família. Logo percebe-se o quanto e essencial o papel da família na formação de um sujeito no sentido educativo geral. Mesmo após ter alcançado a fama com seus livros, blog e experiências e ter encontrado um companheiro para compartilhar a vida a escritora demonstra em suas falas o quanto seus pais são importantes em sua vida, ainda que distantes e ainda que ela tenha os desafiado aos 17 anos com seu abandono do lar - Raquel demonstra ser uma pessoa sensível e segura.

Sonhos, ilusões, desejos todas as moças o possuem. Porém os caminhos escolhidos podem determinar toda uma vida.

Será que de fato a Raquel é feliz? Ela declara querer ter filhos. Como ela deve encarar as marcas de seu passado? Será que seus pais darão uma chance a reconciliação? Muitas vezes o proeço que se paga por algo que se quer é caro demais.

Acredito ser importante que a Raquel deixe claro na mídia os males e dificuldades vividas por uma prostituta. Espero que isso tenha sido expresso no filme Bruna Surfistinha que acaba de ser lançado, para que outras jovens não vejam a fama de Raquel Pacheco como um estímulo à sua trajetória - desafiar os pais, sair de casa ou enfrentar a tristeza de uma vida de prostituição e drogas.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Professores construtores de professores

Gosto de lembrar dos tempos que fui aluna e dos professores que tive que foram fundamentais na minha formação não só escolar, mas de vida.

Cursei a educação infantil num colégio de freiras - do Colégio Luzia Silva em Jaguaquara/BA, não tenho lembranças significativas só me recordo de algunas castigos que recebi por ser conversadeira, a professora me colocava em pé, de costas para todos com a testa encostadinha para o quadro. Pura aflição! Acho que essas rpofessoras me alfabetizaram bem, mas não me recordo de felicidade nesses tempos.

Cursei o primário na Escola Tempo Feliz, meu pai a chamada de "Escola Tempo infeliz" se reportando às pesadas mensalidades...rsrrsr Lembro que lá tinham muitas atividades, além das disciplinas comuns tinha aulas de balé e fazíamos teatrinho para toda a escola. Me recordo de um parquinho pequeno, uma armação de madeira em que meus colegas e eu nos pendurávamos e também dos desfiles de rua em que nos apresentávamos com lindas roupas. Me lembro que reclamei com a diretora, a professora Graça, por ela ter gastado toda minha tinta numa pintura e acabei no castigo!!! Quanta injustiça, não podíamos nem nos expressar. Acho que a repressão desses períodos iniciais não me deixaram lembranças muito felizes!(Desde novinha já gostava de contestar contra injustiças...).

Penso que minha felicidade escolar começou na quinta série ginasial no Colégio Taylor Egídio um tradicional colégio fundado por missionários batistas. No "Taylor" tínhamos orientador de disciplina e estudava muito mas em compensação tínhamos muito espaço para passear, muita natuerza para admirar, preleições que tratavam de valores báseados nas palavras da Bíblia Sagrada, praticávamos muitos esportes através dos quais competíamos, apresentávamos peças teatrais, participávamos de shows de talentos, era demais. O Taylor foi um colégio marcante e lá encontrei referências docentes que não posso esquecer, além professora Stela Dubois, uma diretora doce, meiga, formada em psicologia mas que quando se irritava fazia todos calarem. Recordações dos professores do Taylor::
- O professor Jalon Leal, de inglês, originário de Itiruçu/BA, figura brilhante. Quando o professor Jalon entrava na classe todos paravam para ouvir suas histórias semprer emocionantes, sábias ou engraçadas ao som de sua voz forte e elegante. As pessoas me perguntam como sei traduzir e pronunciar tão bem sem que tenha ingressado em cursos de inglês e até consegui a proficiência na primeira tentativa, pela UFBA! Bom, com o professor Jalon aprendi que na aula há diálogo, incentivo e lições de vida, sempre mantendo o respeito e a ordem, além da necessidade de estudar bastante;
- Com o professor paulo de Biologia vi a necessidade de diversificar as aulas, o problema é que dava uma vontade de papear nas auals dele... Me esforçava, ficava sentada ereta, quietinha, durinha da silva paera não atrapalhar...Mas não tinha jeito meus colegas insistiam em mexer no meu cabelo, futucar com o lápis - ô povo xarope!!!
- Com o professor de física Brito aprendi a buscar paciência e atender a todos o quanto for possível. Ele não era bonito mas nunca vi alguém atrair tanto minhas colegas mais alvoraçadas... rsrsr Eu? Ah, eu era uma criança, me poupem! Brito dizia que para passar no vestibular era necessário resolver os três volumes da coleção de Ramalho. Brito era só prontidão;
- Com Rangel aprendi que sorrir e brincar também é necessário mesmo que na aula de matemática. Nunca havia visto um engenheiro tão apressadinho! Explicava o assunto tão rápido que o pessoal mal podia acompanhar! Mas que o cara sabia, sabia. Eu já tinha ouvido de dois professores de matemática antes dele: - amanhã respondo ou um você é inteligente! Mas de Rangel escutava quando insistia em pedir pelo esclarecimento da mesma dúvida mais de duas vezes:- Rosinha, vocês não tem jeito não! (Rosinha só porque eu usava umas coisinahs cor-de-rosa - só o tênis, batom, lecinhos, presilhas, elásticos, materiais escolares...Alguns meninos diziam que eu era patricinha, mas acho que era só vingaça por que não dava bolas para nenhumdeles, aliás ODIAVA os meninos, achava uns bobões, só gostava de meus amigos de violão Isaac e Fábio além de uns outros poucos. Preferia gastar meu tempo estudando);
- Mário de química me ensinou a necessidade de viver as aulas: corria para um lado, pulava, apenas para demonstar o que queria explicar na aula. Às vezes discordava de algo que ele dizia, mas como era teimoso! Mas também muito inteligente e batalhador;
-Com Brito de língua portuguesa aprendi a amar algo do que se ensina. Não me esqueço de suas interpretações de Castro Alves. Noutros tempos o encontrei e ele disse que tinha mudado de preferência, só não lembro qual sua próxima vítima, ops poeta ( mas que ele é o cara é mesmo!);
- Com a professora Geni aprendi que devemos utilizar o que há de mais avançado em matéria de epistemologia da matéria. Durona, séria, um pouco ranzinza e professora Geni me apresentou uma história que dantes nunca conheci. Ainda que através da dor aprendi que devemos relacionar as coisas que a história não é linear, mas sim cheia de conexões;

Logo que saí da escola, antes de fazer o vestibular cheguei a ficar uns três meses no cursinho Mendel em Salvador. Foi lá que conheci um professor sensacional- Edmundo (Ah, lá também tinha um gatinho de aparelho,
achava lindo garotos de aparelho! Minha dentista disse que atualmente muitas pessoas pedem chapa com aparelho, para ficar mais atraentes...Sacou? CHAPA COM APARELHO!!!ARRRRRGH O cúmulo da vaidade!). Voltando ao professor Edmundo ele se auto intitulava "Edmundo animal"! Que figura. Conseguia fazer uma classe de duzentas pessoas comrpeender química e se perder nas suas histórias e jeito engraçado. Aprendi que temos que relaxar na aula, para ter segurança basta fazer nossa parte;

Mais tarde entrei no curso de jornalismo, não me identifiquei com a área, ingressando então no curso de pedagogia. Na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia de Jequié conheci a Thalamira Thaíta uma jovem professora linda, inteligente que encantava toda a classe com seus cabelos super cacheados esvoaçantes, seu sorriso e a história da didática. Thalamira me ensinou que devemos nos preparar para as oportunidades e ter competência e responsabilidade no trabalho e ainda assim nunca perder o charme. Lá também tive outros professores excelentes: André, Sônia, Laura, Conceição, etc.

Na pós graduação lato sensu da UESB, em ensino de ciências conheci Marco Antônio meu grande orientador e amigo que me ensinou que com simplicidade e leituras podemos atingir boa parte de nossos objetivos acadêmicos. Marco Antônio acreditava muito em mim. Ele dizia que eu chegaria lá onde quisesse. O Pepeu, coordenador do curso também dizia isso, havia me orientado na monografia de graduação.

Na pós graduação stricto sensu tenho contato com docentes de primeira linha: Olival Freire, André Mattedi, Charbel El Hani, Conceição Oki...Tenho a imensa honra de estar com eles aprendendo e construindo relações do ser docente.

Bom escrevendo essa história caí na real que os tempos em que me senti mais feliz foram justamente aqueles em que tive maior liberdade para expressar meus sonhos, vontades, desejos através dos estudos mesmo. Talvez o segredo da educação esteja na palavra LIBERDADE. Bom estou um pouco cansada agora para pensar nisso vou deixar para um outro momento.

Bichinho inquietante

Para muitas pessoas não é fácil estabelecer objetivos de vida e perseguí-los, que dirá metas. Percebo essas pessoas vão vivendo e se acomodando com a vida que levam. Será que todos são extremamentes felizes e não sentem a necessidade de promover mudanças? E quais os motivos para tantas queixas, inveja, cobiça? Então de fato não consigo compreender o motivo de tanto comodismo. Será uma questão cultural? Uma boa hipótese essa.

Sempre persegui firmemente meus objetivos e hoja vejo que alcançei boa parte do que queria. Não me reporto a bens materiais de fato mas a determinadas coisas que jugo importantes. A questão é que após algumas conquistas me questiono se devo traçar metas bem discordantes ou me acomodar como a maioria. Uma boa amiga diria que devo medir se sou feliz e assim sendo não deveria pensar em mudanças. Porém a questão é que vejo a felicidade em muitas coisas e diversos momentos - me sinto sim uma pessoa feliz. Então por que esse "bichinho" da inquietação vive ame atormentar? Por que não consigo parar nem descansar nem ao menos ficar um pouco inerte? Não me sinto insatisfeita com nada, me tenho a necessidade incansável de buscar, de conquistar, de desbravar.

É caros marujos vamos desbravar esses mares da vida com cuidado para não cair em abismos e evitando tempestades. Irei a vós belos mares!

A metamorfose humana

Um dia vocês está imersa num sonho vivendo como que embriaga de tanto esforço, de tanto trabalho, de tanto fazer, de tanto tanto... os dias vão passando e seu corpo entorpecido pelo trabalho, pelo cotidiano, pelas obrigações...

Os sonhos? Os sonhos de infância tão pueris, guardando a inocência e a bondade dos sonhos infantis. Brancos, sempre brancos e doces e leves como a seda.

As angústias? Desde a adolescência, emergindo com os conflitos comuns de um ser que muda de estação e entende mas não compreende a partir de um olhar de sabedoria que só a experiência pode advir.

O início da idade adulta trazenfo as marcas dos erros juvenis tão pesado, tão sufocante adormece os ossos, amortece a alma, asfixia o coração...

Um dia após tantos dias que parecem inacabáveis e após ou durante a ascensão, descendências ou imobilidade do início da maturidade tudo parece estar diferente como um cego que descobre as cores, como um cadeirante que levanta e vai...

Os sonhos são outros, tudo muda.
É fato que admiro e hoje digo que sei o que diz quando trata da felicidade em família, que não é só uma questão de escolha mas de oportunidade. Existe bênçãos que não imedíveis e incomparáveis...