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sábado, 9 de abril de 2011

Violência nas escolas

Esta semana fiquei chocada com as notícias que vi na televisão acerca da violência nas escolas. Já estava muito triste com a história do menino que fora assassinado numa escola adventista em São Paulo, morto por um disparo de arma que um colega portava ( segundo reportagem). Fiquei estarrecida em saber que a administração escolar lavou a sala de aula onde ocorreu o assassinato ( omissão de provas) e não chamou a emergência no momento do ocorrido ( levaram a criança baleada de carro para um hospital e a criança não resistiu). A imagem da avó da criança, indignada, estarrecida, desesperada me fez sentir muita dor e tristeza no coração. Me imaginei mãe daquela criança linda, jovem com tanta vida pela frente.

Posteriormente assisti ao massacre numa escola pública do Rio de Janeiro. O que levou o ex-aluno a atirar loucamente nos estudantes? Quais tipos de dispositivos psicológicos levam alguém a cometer tal atrocidade? Novamente ao ver o desespero das mães das vítimas pela televisão não pude evitar as lágrimas. Pense quanta dor perder um filho, pense quanta dor em estar num lugar não improfícuo, tão deprimente, tão angustiante...

Para nós professores essas notícias trazem muita tristeza e nos faz sentir numa posição estática. Como podemos dizer aos nossos professorandos que devemos acreditar na escola quando esta escola se configura num espaço de omissão e morte? Mas a escola que falamos não se constitui apenas de parades, materiais, livros... Se constitui de gente. Gente que pensa, gente que oprime, gente que sofre... Gente que sonha, gente que cresce, gente que se desenvolve.

Sem querer afrontar a sapiência do educador Paulo Freire mas: - Será que sempre a escola salva gente?

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