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sábado, 5 de março de 2011

O eu, o outro e a cumplicidade

Dizem por aí que a base de uma boa relação amorosa ou de uma amizade verdadeira é a cumplicidade. Mas o que significa cumplicidade?

A palavra cumplicidade provém de "cúmplice", conivente, amigo. Ter cumplicidade com alguém significa então ser conivente com todas suas ações?

Como todo ser humano tem seus limites, comete equívocos e erros então o papel do cúmplice ou amigo seria também orientar, discutir, amadurecer idéias acerca do que pensa nosso "cúmplice".

Se um bom casamento é construído com base na cumplicidade então o diálogo torna-se assim pressuposto indispensável à manutenção da cumplicidade do casal. Logo, temos então que conversar sobre todas as coisas, esclarecer dúvidas e questionar coisas? Sabemos que cada ser humano é um ser único, possui sua cultura, história, crenças... Sabemos também que não é possível estar o tempo todo de acordo com outrem ainda que desejamos este feito.

Então é comum discutir, discordar, contradizer seu companheiro. Sim, acredito que devamos ser nós mesmos, sempre. Claro que o "ser" se transforma a cada momento e é construído a partir da sua essência + o ser que a sociedade percebe + o que se pensa que a sociedade pensa acerca de si. Então ser "nós mesmos" acaba por significar assumir uma aproximação do que acreditamos ser.

Em vista de todas essas considerações acredito que não devemos nos perder no outro, nem deixar de ter cumplicidade com quem amamos e por isso devemos ter um diálogo constante para que cheguemos a denominadores em comum.

O amor e a convivência requer paciência que é algo precioso, difícil e nem sempre possível. Mas buscar "ser" é o grande segredo. E concordando com Friedrich Nietzche nesse aspecto acredito que devemos ser melhores do que nós mesmos a todo instante. Sim, do que "nós mesmos" - isso por si só já é um grande desafio.

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