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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Bruna Surfistinha

Um dos nomes mais divulgados na mídia atualmente é o de Raquel Pacheco mais conhecida como Bruna surfistinha. Raquel Pacheco é uma ex-prostituta e escritora nascida em Sorocada/SP que têm feito enorme sucesso após publicar em seu blog pessoal acerca de suas experiências sexuais com clientes. Raquel publicou dois livros com recorde de vendas : "O doce veneno do escorpião" e "O que aprendi com Bruna surfistinha".

Entrevistada por Jô Soares, Marília Gabriela e por repórteres de diversos programas brasileiros como o Fantástico a história de Raquel Pacheco me chamou atenção por um elemento que sempre considerei essencial: a declaração de Raquel de que sente muita falta da família.


De acordo com Raquel após sair de casa aos dezessete anos de idade e com intenção declarada e praticada de se prostituir ela tentou retornar a seu lar, através de um pedido feito à sua mãe. Porém de acordo com a mesma, relatado em entrevistas, este pedido fora recusado por seu pai.

Após ter feito sucesso como Bruna surfistinha Raquel Pacheco declarou sentir muito por não estar próxima da sua família. Logo percebe-se o quanto e essencial o papel da família na formação de um sujeito no sentido educativo geral. Mesmo após ter alcançado a fama com seus livros, blog e experiências e ter encontrado um companheiro para compartilhar a vida a escritora demonstra em suas falas o quanto seus pais são importantes em sua vida, ainda que distantes e ainda que ela tenha os desafiado aos 17 anos com seu abandono do lar - Raquel demonstra ser uma pessoa sensível e segura.

Sonhos, ilusões, desejos todas as moças o possuem. Porém os caminhos escolhidos podem determinar toda uma vida.

Será que de fato a Raquel é feliz? Ela declara querer ter filhos. Como ela deve encarar as marcas de seu passado? Será que seus pais darão uma chance a reconciliação? Muitas vezes o proeço que se paga por algo que se quer é caro demais.

Acredito ser importante que a Raquel deixe claro na mídia os males e dificuldades vividas por uma prostituta. Espero que isso tenha sido expresso no filme Bruna Surfistinha que acaba de ser lançado, para que outras jovens não vejam a fama de Raquel Pacheco como um estímulo à sua trajetória - desafiar os pais, sair de casa ou enfrentar a tristeza de uma vida de prostituição e drogas.

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