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sábado, 12 de setembro de 2009

A observação dos padrões estéticos da nossa sociedade atual no remete a nossa condição humana, a relativização da verdade, da consciência da hipervalorização da estética. Reflitamos acerca da velhice que nos persegue, da lei da gravidade, da perda de colégeno e elastina. O ciclo vital nos condena. Estamos sempre a nascer e a morrer. Aliás morremos de tanto morrer e nascer pois nossas células se renovam a cada dia. Morremos lentamente. A percepção da iminência da morte nos assusta apenas pelo medo. O medo é o primeiro estágio da evolução do pensamento. Mostramos o que temos na casca por uma questão cultural de valorização do externno - sim, valorizamos o bom e belo. Mas onde se concentra a beleza? Ouvi falar que é nos corações dos homens, amemos uns aos outros então.

Devaneio silencioso

Nossa vida é determinada por escolhas e isso nem sempre implica em dizer sim ou não. Muitas vezes escolher coaduna com observar e refletir, calar. O silêncio também pode ser uma escolha. Isso não se refere a ser indiferente ou estar em constante indecisão - implica em conceber a realidade de uma maneira diferente, dar tempo à reconstrução de conceitos e a nossa própria reconstrução enquanto indivíduo. Calar pode mudar nosso próprio mundo. Porém calar não muda o universo externo, esse possui um sistema comunicativo mais expansivo ( que me perdoe Antonio Gramsci se fui mal interpretada) - mas essa é uma outra história.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Onde estão nossas representações mágicas de realidade?

No blog "a cor da imaginação" minha amiga Maísa escreve acerca das princesas e príncipes disponíveis atualmente. Faz tempo que não refletia sobre essas figuras mágicas que permeiam a imaginação. Digo imaginação porque a princesa mais próxima da nossa realidade atual, nossa amiga Lady Di era bulímica, foi traída pelo marido e morreu num trágico acidente, quando passeava com o namorado - além disso seu ex-príncipe era na verdade um grande bruxo feio!!!.
É difícil perceber a figura mágica das princesas até nas mentes infantis. As meninas hoje estão muito mais interessadas em imitar as Barbies, magérrimas, charmosérrimas, complicadérrimas e muitas vezes carérrimas ( dizem inclusive que as Barbies divorciadas são as mais caras, pois vêm acompanhadas da casa do Ken, do carro do Ken e do celular do Ken).
É amigas queridas, será o fenômeno do fim da infância, da magia, da fantasia? Percebo que após a revolução sexual e o surgimento dos metrossexuais a mulher moderna tem que viver num mundo de liberdade conformada (Isso existe?). Quero dizer, após a conquista do mercado de trabalho, da liberdade para votar, se expressar, sonhar a mulher moderna foi obrigada a aprender a se conformar com algumas coisinhas:
1- Que mulher trabalha muitas vezes numa dupla jornada para dar conta do recado;
2- Que mulher-mãe-profissional é uma dureza mas é o tipo de indivíduo que mais se expande no planeta;
3- Que ganhar dinheiro nem sempre traz felicidade;
4- Que muitas vezes é melhor ter um sapo na mão que dois príncipes voando - sse bem que existe o time das que preferem vários príncipes voando já que a majestade duram só por uma noite e o tipo das que preferem as rãs mesmo pois desistiram dos sapos...

Esses homens...

Não sei o que está acontecendo com esses homens. Deveria dizer "metrossexuais"? Onde estão os românticos, os provedores, os cavalheiros? Se escondem nas barbas do feminismo exacerbado justificando sua transformações na insegurança gerada pelo avanço das mulheres? Sinto falta do tempo em que ia a uma festa e não parava de dançar com os meninos (logo chegava era tirada para dançar). Dançava durante toda a noite e ouvia muitos galanteios. Admito e tenho que dizer: minha autoestima andava realmente nas alturas. Sei que o próprio indivíduo deve administrar sua auto estima, mas era maravilhoso ouvir tantos elogios e ser tratada como princesa. E isso não ocorre apenas comigo, mas escuto essas queixas de amigas e também de garotas mais jovens.
Aos trinta me sinto em processo de amadurecimento e de uma paulatina tendência a me equilibrar financeiramente. Me acho melhor do que antes, não pela consistência do corpo ou quantidade elatina e colágeno da pele, mas pelo aumento da segurança emocional, pela sede de viver, por ter aprendido que também é bom estar sozinha. Minha boa amiga Elisa já dizia: o passar dos anos só nos traz uma vantagem, a sabedoria. É amiga, penso que esta autoanálise deve ser um processo de aquisição de sabedoria. O caos não é memso uma ordem organizada? A dinâmica da vida não se situa nos problemas? Grandes problemas...

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Tecendo saberes?

É complicado perceber o quanto as inovações educacionais são discutidas mas não aplicadas. Esperava que as mudanças pedagógicas e as discussões docentes pudessem suscitar novas perspectivas e práticas no cotidiano das escolas. Observo a promoção de tantos fóruns, congressos, mesas de discussão, cursos de capacitação, faculdades presenciais, semi-presenciais, não-presenciais... E ainda assim o cotidiano escolar tem sido tão conflituoso, tão massante, tão "tradicional". A palavra tradicional é empregada a tudo que é recorrente, antigo, vindo de um paradigma superado ou em processo de sê-lo. Como conceber tanto tradicionalismo quando se espera a ação de profissionais tão bem preparados... Ops! problema de recursos humanos. Mas a maioria dos professores atualmente possuem o nível superior ou estão cursando... Qual o problema? Um nível superior garante a qualidade do trabalho? Devemos pontuar problemas de formação, motivação ou desilusão? É, caros amigos é pura reflexão. O desfecho... Freud explica tudo mesmo?