Postagens populares

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Nos últimos dias nós brasileiros acompanhamos duas situações constrangedoras que nos fizeram rever nossos valores e regras de convivência social, mais ainda nos fizeram refletir acreca do termo ética. A performance de uma professora baiana num show de pagode, dançando no palco e mostrando a calcinha e o visual de uma aluna da Uniban, trajando um vestido vermelho para assistir às aulas no curso de turismo. Ambas mulheres chocaram muitas pessoas e gereram polêmica na mídia brasileira. Esses fatos nos fazem pensar: o que é ético, quais as regras de comportamento social no país em que vivemos? Essas questões nos fazem pensar em várias questões acerca desses fatos: E se a garota do vestido fosse professora? E se a professora do show não tivesse mostrado a calcinha? porfessora pode dançar pagode? Mulheres podem vestir vestidos vermelhos? O que pode? O que não pode? Gostaria de tecer alguns comentários.

Em relação ao vestido vermelho, independente de ser professora, aluna, apenas pelo ser mulher: me recordo da época em que foi lançada a novela Tieta que as mulheres usaram muito vestidos colados e vermelhos e com as costas nuas - minha mãe tinha um vestido desses e olhe que ela sempre foi recatada e tímida. Que representações um vestido vermelho pode suscitar nos homens, nas mulheres? Desperta tesão nos homens? E nas mulheres, inveja? Tesão? Qual o lançe do vestido vermelho?

Em relação ao meio acadêmico: acredito ser meio exagerado ir com uma produção sexy às aulas. Isso pode desconcentrar os garotinhos e provocar tumultos e piadinhas. Mas em meio social, uma professora não poderia usar um vestido vermelho? O "status" docente confere ao ser que o possui uma característica de santidade, feiúra ou abnegação? Em que nossa tradição judaico-cristã pode estar influenciando na criação desse imaginário coletivo?

Em relação ao ser professora: os professores são educadores sim, mas também o são os pais, amigos, e demais familiares. Aliás toda comunidade educa, independente de que tipo de educação proporciona. Essa crença provinda do ideário da pedagogia renovada da escola nova de que nas escolas se encontra a solução para todos os problemas educacionais não combina mais com o pensar num universo complexo. Evitar difundir "manhas primitivas de sedução" num meio acadêmico ou escolar é uma conduta louvável tendo em vista os objetivos do trabalho docente, porém considerar a mulher, professora, como ser assexuado e desprovido de desejos e feminilidade é utopia. Quer dizer que se sua irmã comerciária dançar pagode numa festa pode, mas a professora dos seus filhos não, pelo fato de ser professora? Quer dizer que sua irmã não educa seus filhos também? Acredito que isso seja hipocrisia. Não defendo o fato da moça mostrar a calcinha independente da situação, mas dançar num país como o nosso é um ato comum, ainda mais pagode ( ainda que eu não curta)!

Esses fatos polêmicos nos levam a repensar nosos próprios valores e as representações da nossa socieddae. Num país em que garotas desfilam semi nuas ( ou nuas) no carnaval, que mulheres exibem corpos nas praias e nas calçadas, num universo em que se acredita que a educação também acontece em espaços não formais e que envolve mais pessoas que apenas o professor. Reflitamos então, para não cair num universo de machismo, inveja e preconceitos. O que é lícito e convém?

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

PLENITUDE

A chuva cai... o céu tão cinza, nuvens se espalham na imensidão... Penso a cada dia que passa na beleza da vida, da faília, da natureza, enfim, das obras divinas. Mesinto graça pelnamente e agradeço a cada momento por toda essa felicidade que me invade, em desdém da TPM que assolou meu corpo e minha mente durante o fim de semana. Mas apenas consigo pensar na palavra PLENITUDE, que compõe e configura melhor este momento. Cada movimento, cada silência, cada turbilhão - PLENITUDE. A plenitude da vida, dos porpósitos, do amor. E amo e amo enormemente cada graça e agradeço mais e mais. Não tenho como dizer mais nada, APENAS plenitude.

domingo, 25 de outubro de 2009

Estabelecendo limites

Gramsci afirma que existem dois tipos de maneiras de manter a hegemonia - através da força e através da ideologia. Vamos considerar a manutenção do poder de pater, substancializado nas figuras dos pais e do professor. A alguns anos atrás o poder dos pais e professores sobre as crianças e jovens era mantido a custas de opressão física ou psicológica - surras, ameaças, uso da palmatória, castigos.. Com a instituição da normatização legal dos direitos humanos de crianças e jovens e a difusão desses direitos ( Que bom!) os adultos que cerceiam essas crianças e jovens se encontraram desprovidos de instrumentos de manutenção desse poder. Atualmente encontramos grandes problemas sociais relacionados ao desajuste comportamental dessas crianças e jovens, tanto no âmbito da escola, da família e da comunidade. O estabelecimento de limites tem sido um grande desafio aos professores e pais. O diálogo tem sido apontado como uma alternativa interessante a promoção de atitudes positivas e atualmente tem sido apontadas novas formas de trabalhos com esses sujeitos como a premiação, a manutenção da auto-estima ou a privação de privilégios ( gosto muito dessa alternativa). Não se têm ainda a conclusão da melhor maneira de educar as crianças e os jovens. Uma coisa tenho certeza - essa não é um atarefa apenas dos professores , mas também dos familiares e de toda a sociedade.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Para refletir...

" Eu vos ensino a ser um coração transbordante. Mas é preciso saber ser uma esponja quando se quer ser amado por corações transbordantes. Eu vos ensino o amigo que leva em si um mundo completo, um invólucro do bem, o amigo criador que tem semrpe um mundo concluído para oferecer."

Nietzsche

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Conversas...

Temos experiencias distintas... e sofrimentos diversos...

cada um com uma história...

A peça é...

as diferenças e confluencias

mas que continuam assim

num contínuo conflitante

numa temporalidade humana

extremamente atemporal

O desafio é transgredir isso

conviver é se deixar levar

pense nisso

Gramsci odeia os indiferentes

mas geralmente somos indiferentes a nossa própria condição

pensamos estar seguros numa teia conflituosa

mas a condição de se sentir

é suficiente para fazer nossa indiferença prosperar

Sempre acreditei que a manutenção da felicidade familiar dependia da completude de componentes. Porém, após o término de um namoro que durou quase 7 anos, me sinto muito feliz. Incrível dizer isso mas tenho sentido muita paz e tranquilidade no cotidiano da minha família. Acredito que viver plenamente a vida terrena é administrar o equilíbrio das nossas diversas dimensões: manter a saúde física, mental, emocional e espiritual. Percebo que gastamos muito tempo nos preucupando com muito pouco - contas, desamores, inseguranças, insatisfações... Mas quando observamos o quanto temos e como é bonito poder estar vivo para apreciar cada parte de nossas vidas e vivenciar isso com outras pessoas então compreendemos o verdadeiro sentido de viver. Então porque nós egoisticamente sofremos ao invés de lutar, choramos ao invés de sorrir e reclamamos ao invés de agradecer. Celebremos então o viver a partir de agora, desse mesmo instante, desse mesmo pensar - e viva a vida!

sábado, 12 de setembro de 2009

A observação dos padrões estéticos da nossa sociedade atual no remete a nossa condição humana, a relativização da verdade, da consciência da hipervalorização da estética. Reflitamos acerca da velhice que nos persegue, da lei da gravidade, da perda de colégeno e elastina. O ciclo vital nos condena. Estamos sempre a nascer e a morrer. Aliás morremos de tanto morrer e nascer pois nossas células se renovam a cada dia. Morremos lentamente. A percepção da iminência da morte nos assusta apenas pelo medo. O medo é o primeiro estágio da evolução do pensamento. Mostramos o que temos na casca por uma questão cultural de valorização do externno - sim, valorizamos o bom e belo. Mas onde se concentra a beleza? Ouvi falar que é nos corações dos homens, amemos uns aos outros então.

Devaneio silencioso

Nossa vida é determinada por escolhas e isso nem sempre implica em dizer sim ou não. Muitas vezes escolher coaduna com observar e refletir, calar. O silêncio também pode ser uma escolha. Isso não se refere a ser indiferente ou estar em constante indecisão - implica em conceber a realidade de uma maneira diferente, dar tempo à reconstrução de conceitos e a nossa própria reconstrução enquanto indivíduo. Calar pode mudar nosso próprio mundo. Porém calar não muda o universo externo, esse possui um sistema comunicativo mais expansivo ( que me perdoe Antonio Gramsci se fui mal interpretada) - mas essa é uma outra história.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Onde estão nossas representações mágicas de realidade?

No blog "a cor da imaginação" minha amiga Maísa escreve acerca das princesas e príncipes disponíveis atualmente. Faz tempo que não refletia sobre essas figuras mágicas que permeiam a imaginação. Digo imaginação porque a princesa mais próxima da nossa realidade atual, nossa amiga Lady Di era bulímica, foi traída pelo marido e morreu num trágico acidente, quando passeava com o namorado - além disso seu ex-príncipe era na verdade um grande bruxo feio!!!.
É difícil perceber a figura mágica das princesas até nas mentes infantis. As meninas hoje estão muito mais interessadas em imitar as Barbies, magérrimas, charmosérrimas, complicadérrimas e muitas vezes carérrimas ( dizem inclusive que as Barbies divorciadas são as mais caras, pois vêm acompanhadas da casa do Ken, do carro do Ken e do celular do Ken).
É amigas queridas, será o fenômeno do fim da infância, da magia, da fantasia? Percebo que após a revolução sexual e o surgimento dos metrossexuais a mulher moderna tem que viver num mundo de liberdade conformada (Isso existe?). Quero dizer, após a conquista do mercado de trabalho, da liberdade para votar, se expressar, sonhar a mulher moderna foi obrigada a aprender a se conformar com algumas coisinhas:
1- Que mulher trabalha muitas vezes numa dupla jornada para dar conta do recado;
2- Que mulher-mãe-profissional é uma dureza mas é o tipo de indivíduo que mais se expande no planeta;
3- Que ganhar dinheiro nem sempre traz felicidade;
4- Que muitas vezes é melhor ter um sapo na mão que dois príncipes voando - sse bem que existe o time das que preferem vários príncipes voando já que a majestade duram só por uma noite e o tipo das que preferem as rãs mesmo pois desistiram dos sapos...

Esses homens...

Não sei o que está acontecendo com esses homens. Deveria dizer "metrossexuais"? Onde estão os românticos, os provedores, os cavalheiros? Se escondem nas barbas do feminismo exacerbado justificando sua transformações na insegurança gerada pelo avanço das mulheres? Sinto falta do tempo em que ia a uma festa e não parava de dançar com os meninos (logo chegava era tirada para dançar). Dançava durante toda a noite e ouvia muitos galanteios. Admito e tenho que dizer: minha autoestima andava realmente nas alturas. Sei que o próprio indivíduo deve administrar sua auto estima, mas era maravilhoso ouvir tantos elogios e ser tratada como princesa. E isso não ocorre apenas comigo, mas escuto essas queixas de amigas e também de garotas mais jovens.
Aos trinta me sinto em processo de amadurecimento e de uma paulatina tendência a me equilibrar financeiramente. Me acho melhor do que antes, não pela consistência do corpo ou quantidade elatina e colágeno da pele, mas pelo aumento da segurança emocional, pela sede de viver, por ter aprendido que também é bom estar sozinha. Minha boa amiga Elisa já dizia: o passar dos anos só nos traz uma vantagem, a sabedoria. É amiga, penso que esta autoanálise deve ser um processo de aquisição de sabedoria. O caos não é memso uma ordem organizada? A dinâmica da vida não se situa nos problemas? Grandes problemas...

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Tecendo saberes?

É complicado perceber o quanto as inovações educacionais são discutidas mas não aplicadas. Esperava que as mudanças pedagógicas e as discussões docentes pudessem suscitar novas perspectivas e práticas no cotidiano das escolas. Observo a promoção de tantos fóruns, congressos, mesas de discussão, cursos de capacitação, faculdades presenciais, semi-presenciais, não-presenciais... E ainda assim o cotidiano escolar tem sido tão conflituoso, tão massante, tão "tradicional". A palavra tradicional é empregada a tudo que é recorrente, antigo, vindo de um paradigma superado ou em processo de sê-lo. Como conceber tanto tradicionalismo quando se espera a ação de profissionais tão bem preparados... Ops! problema de recursos humanos. Mas a maioria dos professores atualmente possuem o nível superior ou estão cursando... Qual o problema? Um nível superior garante a qualidade do trabalho? Devemos pontuar problemas de formação, motivação ou desilusão? É, caros amigos é pura reflexão. O desfecho... Freud explica tudo mesmo?